Proletários de todos os Países, uni-vos.

13 abril 2011

Gás Natural, Combustiveis, Inflação e FMI

O PCP pronuncia-se sobre 4 questões que foram hoje divulgadas: a proposta de um aumento superior a 3,2% no gás natural; um novo aumento dos combustíveis, que atingiram o preço mais alto de sempre; a divulgação pelo INE do valor da inflação homóloga em Março, de 4%; e as intenções anunciadas pelo FMI de diminuir os salários, aumentar os impostos e reduzir custos com os despedimentos.
Quanto ao gás natural, está anunciada uma proposta de aumento superior aos 3,2% de 2010, o que significa uma acrescida penalização de 1 milhão de consumidores domésticos e de muitas empresas, em particular em sectores como o cerâmico, o do vidro e parte do sector têxteis. Exigimos que o Governo trave este aumento, o que está ao seu alcance fazer e aliás já aconteceu no passado.
Quanto aos combustíveis, eles atingiram esta noite o seu preço mais alto de sempre – 1,619 € na gasolina 95, o equivalente a cerca de 325$00 por litro e 1,449 no gasóleo, o equivalente a cerca de 290$00 por litro. Trata-se de uma inaceitável penalização da nossa economia e da população portuguesa, para engordar os lucros destas empresas.
Os lucros da GALP foram em 2010 de 611 milhões de euros e os da EDP de 1662 milhões de euros. Os lucros da GALP quintuplicaram desde a liberalização do mercado dos combustíveis: o lucro médio anual da GALP foi de 138,8 milhões de euros entre 2000 e 2003 e passou a ser de 678,3 milhões de euros entre 2004 e 2010.
O PCP exige o estabelecimento de um regime de preços máximos no sector da energia, que estejam ligados, em relação aos consumidores domésticos, ao valor da inflação, e em relação às empresas, às questões de produtividade.
Note-se que estas propostas não têm qualquer influência nas questões do défice e da dívida pública. São aliás indispensáveis para combater a recessão económica e o aumento de desemprego que são a marca da política de direita no nosso país.
A situação é especialmente grave quando o INE anuncia que a inflação homóloga em Março se cifrou em 4%, isto é, que o custo de vida em geral continua a aumentar.
Perante isto, as intenções anunciadas pelo FMI de impor ao país diminuição de salários, aumento de impostos e redução de custos com os despedimentos, são ainda mais graves e inaceitáveis.
Bem fariam PS e PSD, que ontem e hoje se envolveram numa polémica artificial sobre se o PEC tinha sido comunicado pelo telefone ou presencialmente, em pronunciarem-se sobre estas propostas do FMI, sobre o conteúdo e não sobre questões secundárias com que querem distrair os portugueses do seu apoio a estas políticas.
In: pcp.pt

Sem comentários:

Enviar um comentário